Feeds:
Posts
Comentários

Estamos vivos

Estamos meio sumidos, mas estavos vivos e um pouco enrolados com a rotina meio corrida da semana. O natal e ano novo foram um pouco estranhos sem a presença habitual da família, mas de qualquer forma foi ótimo passar com os amigos.

Ando trabalhando muito, parece que as pessoas resolvem trabalhar mais no inverno do que em qualquer outra época do ano. Pelo jeito, gostam de guardar o tempo livre para o verão e não os culpo por isso. Após passar meses lidando com o frio e com o sol se pondo mais cedo, você entende muito bem o sentimento. De qualquer forma, desde o dia 25/12 que o dia vem durando mais e a noite não chega mais às 16 :00.

O inverno tem sido atípico segundo os quebecas, fazendo mais calor do que habitualmente. Dias atrás enfrentamos nosso primeiro verglas (verglaçante em francês ou black ice em inglês) que é a chuva que cai e congela no chão por causa das temperaturas mais quentes. A rua vira uma pista de patinação. Sem dúvida nenhuma, foi o dia mais pavoroso que tivemos por aqui, pois você não anda, simplesmente desliza. Não há apoio para os pés, muito menos para as rodas do carro. Perigoso MESMO.

Nesta semana, estamos pegando as temperaturas mais baixas desde que chegamos e não dá nem pra descrever o frio que sentimos nas poucas partes que estão descobertas de casaco. A coisa é punk mesmo. Espero que passe logo.
Lucas começou o novo curso de animação 3D e só posso dizer que é bem mais puxado que a universidade. Ele tem gostado bastante, mas vou deixá-lo contar sobre isso.

No mais, continuamos nos adaptando às situações ainda inéditas que vivemos por aqui. A comunicação continua meio pobre, mas melhora a cada dia. De qualquer forma, tenho minhas dúvidas se um dia ficaramos fluentes…
Só o tempo dirá.

Olá, pessoal!

Já faz bastante tempo que eu não posto aqui no blog. Durante esse último trimestre me dediquei somente a faculdade e ainda faltou tempo… :-) A vida já entrou na rotina e agora as novidades vão diminuindo. Os últimos 5 meses foram intensos. Sentimentos na flor da pele e um turbilhão de emoções nesse período. Aprendemos muito até aqui, mas não tem sido fácil.

Essa primeira sessão do curso na Universidade de Laval foi muito importante. Aprendi muito e ao mesmo tempo cheguei a conclusão de que esse curso universitário não vai atender o meu projeto profissional. Tranquei o curso na Laval e fiz minha matrícula no curso de Animação 3D em uma escola técnica. Vou poder continuar a utilizar o empréstimo do governo para pagar o curso e também receber a bolsa de estudos.

A Roberta está trabalhando há 3 meses e adorando a nova experiência. Ela é a única estrangeira da empresa, mas o pessoal tem sido muito legal em relação ao idioma e outras coisas mais. Falando nisso, no final de semana fomos a festa de confraternização da empresa que ela trabalha. Tirando alguma piadas que não entendemos, a festa foi muito bacana. Posso dizer que foi igual as festas no Brasil (e eles também dirigem depois de tomar umas).

Aprender francês tem sido um grande desafio. É muito mais difícil do que pensávamos. Claro que em cinco meses o nosso francês melhorou bastante, mas ainda falta muito, muito mesmo, para chegarmos em um nível avançado. Entendemos muita coisa, perguntamos quase tudo (e as vezes nao entendemos a resposta) e desse jeito vamos levando. :-)

A experiência de viver em outro país está sendo fantástica. Estamos felizes com as nossas escolhas. Conhecer outra cultura, ter acesso a 1001 coisas que não podíamos ter no Brasil (por diversos motivos), segurança e qualidade de vida são uns dos vários motivos que fez a nossa imigração valer a pena, mas ao contrário do que diz a propaganda de cartão de crédito, isso tem um preço e não é barato.

A saudade do Brasil, da família, dos amigos, o frio e a neve são coisas básicas, você vem sabendo que vai passar por isso, mas existem coisas que você pode evitar. Planejem bastante antes de sair do Brasil. Segurem um pouco a vontade de chegar no Canadá e guardem o máximo de dinheiro possível. Evitem também de chegar entre os meses de dezembro e fevereiro.

Se você não é da área de TI venha preparado para ficar algum tempo sem emprego ou venha com um bom nível de francês. Nas suas pesquisas você vai encontrar várias vagas de emprego, mas o fato de você ser imigrante pesa muito, pois acreditem, aqui ainda tem muito preconceito e as vezes você nem é chamado para a entrevista, pois no currículo não tem experiência canadense.

Já vimos de tudo por aqui. Pessoas voltando para o Brasil, casal se separando, crises intermináveis nos casamentos e tudo relacionado as dificuldades da imigração. Pessoas sem dinheiro, sem trabalho, recebendo ajuda do governo, pegando comida toda semana na igreja, etc. Não vejo problema nenhum nisso, mas se você quer manter pelo menos o mesmo padrão de vida do Brasil, venha preparado.

Pesquisem bastante a provincia e a cidade onde vocês vão morar nos próximos anos. Conhecemos muita gente que pensa em sair do Québec. Alguns por causa do sistema de saúde, outros por causa do francês ou por questões profissionais, etc. Atualmente estamos bem e felizes aqui. Temos nossos objetivos em Québec, mas depois de realizados poderemos ir para qualquer lugar no Canadá. Se você já fala bem inglês, pense nisso…

Que fique bem claro uma coisa, essas são as minhas impressões. Não é a verdade absoluta, mas é o que vivemos e vimos até aqui. De forma alguma quero desencorajar alguém. Venham, pois o Canadá é um país maravilhoso e a experiência compensa, mas venham com o pé no chão… :-)

Bom, acho que é isso. 2009 foi um ano importante para nossas vidas, grandes mudanças aconteceram e também um ano muito triste, que deixará marcas em nossos corações pra toda vida. A Roberta perdeu o pai querido e eu um grande amigo (após 14 dias da nossa chegada ao Canadá) e hoje um dos nossos « combustíveis » para enfrentar tudo isso é saber do orgulho que ele sentia pela nossa coragem e determinação.

Um pouco antes de falecer meu sogro escreveu um texto muito bonito chamado O PARADOXO, onde ele fala um pouco de tudo do aconteceu no ano 2008. Fala de várias conquistas e também de perdas, principalmente da sogra dele (vó Aracy), que faleceu nesse ano. Ele termina o texto da seguinte forma : «Ano em que calei… por não saber explicar o que não posso compreender! Eu perdi… Você perdeu!!! 2008… o ano em que sobrevivi! ».

É com esse sentimento que chego ao fim do ano de 2009. Um ano em que ganhamos muito (e agradeço a Deus por isso), mas a perda foi maior. Parafraseando meu sogro nesse texto, digo: que venha 2010 e seus desafios!

Desejamos de coração um FELIZ NATAL para todos e um ANO NOVO maravilhoso! Aproveito para agradecer a todos os familiares que vem dando apoio ao nosso projeto, aos amigos do Brasil e aos que estão aqui e aos leitores do nosso blog e me desculpem também pelo tamanho do post… rsrsrsrs

Termino esse enorme post com um comentário deixado pelo sogro aqui no blog no dia 29/06/2009. Esse tipo de apoio que recebemos é que não tem preço…

“Filha,

Estou feliz com a decisao tomada por você e Lucas, de conhecerem e experimentarem a vida no exterior. Sentimento dividido: de pai de uma única filha, que de repente informa que está partindo em busca de novos horizontes e objetivos. Sensação de perda da presença física, do vazio, da distância e da saudade antecipada! Euforia de uma pessoa que conhece os 5 continentes e sabe que existe vida além de nosso pais, maravilhoso sim, mas também, tremendamente INJUSTO, para com seus filhos.

Não tenho dúvidas de que vai ser um marco na vida de vocês, indpendentemente do tempo de permanência, ainda que definitiva, mesmo nada sendo definitivo. De meu lado, estarei torcendo ao mesmo tempo em que saberás que sou parte de seu projeto de vida, qualquer que seja ele e que seu pai sempre será um porto seguro onde poderá tornar, se quiser e quando quiser.

Será feliz sim, como o foi até agora filha minha, pois você nasceu loura e linda, como seu pai, e vivemos a vida de forma plena e de booooooooooooaaaaa.

Valdo S. Leite em 29.06.2009.’’

Um grande abraço,

Lucas Sanromã

Desde a semana passada, temos pego temperaturas mais baixas e conhecemos finalmente a tal da sensação térmica. Olha, não é brinquedo não. Quando saí pra trabalhar hoje de manhã, o termômetro marcava -15°, mas a sensação térmica com o vento estava de -25°. Eu, ainda inexperiente nessa história de frio, peguei a luva e o cachecol errados. Veja, esses dois são uns dos itens mais importantes da vestimenta invernal. Resultado : senti frio desnecessário no pescoço (um perigo para as vias respiratórias) e consegui uma queimadura na mão. Lição aprendida, nunca mais sairei com luvinha de lã achando que estou abafando. O frio entra simplesmente por todos os buracos possíveis e impossíveis e a mão congela. É horrível, minha gente. O bom é que você só comete o erro uma vez rs rs rs.

Ainda falta comprar a máscara do ninja para conseguir cobrir as bochechas e respirar de forma menos dolorida. Lucas já tem a dele e eu estava tentando fugir dela, mas não vai ter jeito não kkkk

Não tem nada que nos prepare para enfrentar um frio desses a não ser passando por ele. É preciso estar com as roupas certas e adequadas para cada temperatura, pois você também pode passar calor num friozão e é super desconfortável. As roupas boas de inverno não são baratas, muito menos as botas, e é bom reservar um bom dinheiro para se vestir corretamente, pois a questão em jogo é sobrevivência. Acredito que podemos fazer economia em muitos itens no princípio, mas com os itens de inverno é bem complicado, já te digo logo. Vá separando seus dólares para comprar as roupas, se você pretende chegar bem no meio do inverno. A parada é séria.

Bom, vamos nos preparando, porque o inverno sequer começou. Ainda há muitas emoções geladas pela frente kkkk

Foi só virar a folha do calendário que as temperaturas começaram a cair bastante. Para esta semana, já não temos mais temperaturas acima de zero. Por enquanto, todas as temperaturas que enfrentamos foram tranquilas, inclusive -6°, mas só digo isso porque estamos devidamente agasalhados, porque para nós já é bem frio. Aqui, você aprende logo que algodão é o pior tecido para ter perto do corpo no frio. Meinhas brancas 100% algodão do Brasil nem pensar. Temos usado meias de lã de merino que tem sido bem eficientes até o momento. Os casacos de outono ainda estão sendo usados, mas os de inverno já já saírão dos armários.

As primeiras neves do inverno começaram a cair e para nós recém-chegados, a neve caindo é um espetáculo, algo muito bonito realmente de se ver. Ainda é uma experiência muito diferente.

Continuamos aqui na nossa batalha diária de adaptação, matando um ou dois leões por dia. Meu trabalho vai bem e Lucas continua pegando firme nos estudos.

Em breve, mais informações sobre a carteira de motorista canadense.

Só para mulheres

Ok, homens, se quiserem podem se retirar nesse momento ou lerem para passar as informações para suas esposas/namoradas, porque o papo é realmente feminino agora rs rs.

Estou escrevendo sobre isso porque eram mais umas das dúvidas que tinha no Brasil e como acredito que existem leitoras interessadas no assunto, vamos lá.

Se depilando no Québec

Colega, o papo é sério. Pra se depilar sozinha em casa com cera tem que ser no mínimo macho. É preciso coragem, determinação e muita vontade de ficar sem pelos, porque a parada é punk. Se você já é expert no assunto, que ótimo, menos um problema pra você, mas se não, prepare-se para momentos de tortura.

Testei primeiro aquelas folhas prontas de depilação Veet, sem sucesso. Se alguém consegue se depilar de forma eficaz com aquilo, merece um troféu. O negócio meleca tudo e não tira quase nada. Não passou pelo meu teste.

Em seguida, testei a cera Nair que não precisa de película (sei lá como chama isso). É um tipo de cera parecida com a cera de abelha ou cera negra. Você esquenta no microondas no próprio potinho que ela vem, verifica a temperatura com um acessório e passa com uma espátula que também vem na embalagem e depois puxa a própria cera. Tirando o fato de que nas primeiras vezes a gente se enrola toda, a cera é boa e tira MESMO os pelos. Mas, como eu disse antes, tem que ser corajosa e puxar sem dó, pois quanto mais tempo ela fica na pele, pior pra tirar. Tem que acertar o ponto certo de puxar. Só usando mesmo para saber. Recomendo cuidado com a temperatura, pois pode queimar de verdade a pele.
A cera ainda vem com uns lencinhos com removedor para aplicar no final, limpando a bagaceira que você fez. Vale a pena dar uma conferida. Veja aí a imagem da dita cuja.

Em tempo, há salões de depilação aqui, mas eu ainda não fui experimentar, fato que será corrigido no próximo mês, pois não nasci para me auto-depilar rs rs rs.

Fazendo as unhas no Québec

Anote o recado: se você gosta de esmaltes claros, traga suas cores preferidas do Brasil. Aqui você encontra umas 3 cores claras (no mááááximo) e não são tão bonitas como na terrinha. Ah, eles também mancham e custam caro. A única vantagem aqui é que eles secam super rápido. Inclua também uma base para unhas fracas e um alicate amolado. Aqui só encontrei a base pela bagatela acima de CAD 7,00. Acredito também que vale a pena trazer cores escuras, porque também não tem tanta oferta assim. A mulherada aqui gosta de cores estranhas como roxo, verde, azul, cinza e coisas brilhosas com glíter, quando usam algo. É muito comum ver mulher com o cotoco de esmalte colorido pela metade das unhas (seja pra cima ou pra baixo). Ainda não fui fazer as unhas num salão, mas dizem que custa caro (não sei quanto) e que não fazem como no Brasil. Só testando para ver. Conto depois. Vejo muito também a mulherada usando unhas postiças. Acredito que seja mais fácil pra elas. Ah, tem uma moda também de andar com francesinha de oncinha, zebra, ponta preta, vermelhas e coisas tão bizarras quanto.
Definitivamente, não é pra mim.

Cabelos no Québec

Aqui você encontra praticamente todas as grandes marcas que existem nos mercados do Brasil, mas o melhor de tudo é poder comprar marcas que só são vendidas em salão por um preço super acessível.
Os cortes são bem modernos, mas algumas pessoas insistem em andar nos anos 60, 70 ou 80. A mulherada adora um topete com laquê. Com o tempo você se acostuma rs rs rs . No geral, achei os cortes bem bonitos.
Cortei meu cabelo na ULaval por CAD 25,00. Nada de outro mundo.

Absorventes gringos (só eu mesmo pra falar sobre isso publicamente rs rs)

Fique atenta ao comprar seu primeiro pacote de absorvente, pois aqui há uma diferenciação de tamanho de… er… bundas. Se você possui medidas na média e comprar o tamanho 14+, vai ficar com a sensação de estar usando calça plástica. O negócio parece ser maior que a versão noturna dos absorventes. E olha que o tamanho 14+ tem a versão noturna também! Cuidado! Kkkk

No mais, conforme vou lembrando das coisas, vou colocando aqui. Vai que as informações são úteis para alguém, né? Rs rs

3 meses de Québec

Finalmente fizemos 3 meses que estamos no Québec e a sensação que dá é que muito mais tempo se passou desde que começamos essa saga. Muita gente nos pergunta se já estamos adaptados ao novo país e nós simplesmente respondemos que é simplesmente impossível estar adaptado em apenas 3 meses. Ainda há muita novidade, muita coisa para aprendermos, principalmente quando o assunto é clima.

Agora quando dá 16:30 já está escuro. Mas é escuro mesmo, de noite. E claro, a tendência é só piorar. A sensação de ver a noite tão cedo é muito estranha, pois o corpo assimila que está perto de dormir. Ainda mais porque no verão o sol se punha às 21:30… Pelo menos numa coisa já nos adaptamos: a ligar a TV no canal da meteorologia assim que acordamos para ver como o tempo está lá fora. Aqui o canal do tempo não erra nunca e você precisa realmente estar preparado para enfrentar o clima lá fora.

Com relação à saudade, sentimos muita falta da família e dos amigos. Não tem como fugir disso, só dá pra amenizar o fato com as tecnologias disponíveis e também tem que se distrair.

Algumas comidas fazem falta, você sente saudade até de comer em self-service, coisa que vi muito pouco por aqui, além de ter pouca opção no cardápio. De qualquer forma, com 3 meses você se vira um pouco mais fácil no mercado, apesar de não conhecer tudo o que presta ou não.

Ainda não fizemos muito turismo por aí, nem mesmo conhecemos a cidade inteira, mas como não somos turistas, podemos fazer isso a qualquer momento. Não tem pressa.

Por enquanto, não tenho a opinião de que os gringos são frios. Pelo contrário, a impressão que tenho é que são muito mais amigáveis do que eu imaginava. Talvez eu estivesse esperando o pior. Ou talvez eu tenha dado sorte, porque no fundo as experiências são muito pessoais.

Quando paro para pensar se vale a pena imigrar para um país como o Canadá, não tenho resposta ainda. Apenas chego à conclusão de que é muito mais difícil do que a gente imagina ou ouve falar. A única coisa que eu sei é de que eu não me arrependo de nada, porém não faria de novo. Acredito que cada um faz a sua história, cada um tem sua própria opinião e o fato de você ver para crer com seus próprios olhos é algo a se pensar.

No mais, o saldo até o momento é muito positivo, muitas portas têm se aberto para nós e estamos aprendendo a conhecer nossos limites, inclusive no quesito frio que anda já mostrando sua cara por aqui rs rs. Mas acabou que a neve nem apareceu de novo, só caiu de leve sem “causar estrago”.

E vamos que vamos rumo aos 4.

Primeira neve

E eis que semana passada caiu a primeira neve fora de hora para alegria dos recém-chegados. Foram 15 cm de neve que caiu durante a noite e um dia quase todo. A cidade é outra coberta de branco. Enquanto a neve caía junto com a chuva, estava bem frio, mas quando a chuva parou, a sensação térmica não era tão baixa.

Fizemos nosso primeiro boneco de neve, que foi classificado de macabro pela família rs rs, mas ficamos contentes mesmo assim por poder brincar pela primeira vez com algo que só conhecíamos pelos filmes. Muito divertido!

Com a neve, chega também a preocupação em se vestir direito e andar de forma menos perigosa nas ruas, pois é necessário aprender a caminhar para não escorregar quando há gelo.

A neve caiu na quinta-feira e no domingo já não havia praticamente mais nada nas ruas. O branco sumiu e a vida voltou a ser como era antes. Se fosse assim sempre, seria legal, hein? Rs rs rs

Parece que amanhã tem mais.

Vejam aí umas fotos da primeira experiência com a neve.

IMG_2059

IMG_2018

IMG_2050

IMG_2038

Novidades

Pedimos desculpas pelo sumiço, mas a verdade é que quando a vida vai entrando na rotina, falta um pouco de inspiração e tempo para escrever. De qualquer forma, ainda temos novidades para contar.

Arrumei meu primeiro emprego!
Comecei a trabalhar há quase 1 mês em uma empresa pequena de informática. Estou lá como programadora/analista .NET e estou gostando bastante.

Foi assim. Eu cheguei a mandar 2 currículos e me cadastrei em diversos sites de emprego, inclusive no Emploi-Québec. A primeira entrevista que fiz, assim que voltei do Brasil, foi completamente desastrosa. Não consegui dizer o que eu queria, me enrolei com termos técnicos que deveria conhecer a esta altura do campeonato… Resumindo: foi uma droga. É extremamente frustrante ter 9 anos de experiência numa área, a vaga ser perfeita para você e você simplesmente não conseguir nem conversar com o possível empregador. Nessas horas, você se pergunta mil vezes o que diabos está fazendo aqui e se fez a coisa certa… Enfim, não desisti.

Num belo dia, uma empresa viu meu perfil no Emploi-Québec e escreveu me pedindo meu currículo. Eu simplesmente não estava esperando, porque não tinha muita experiência com .NET, mas resolvi arriscar e diferentemente da primeira entrevista, me sai muito bem e consegui passar segurança ao conversar com a empregadora. Ela mostrou interesse, já me apresentou para a equipe toda, embora ainda tivesse mais entrevistas pra fazer. Saí confiante.

Na semana seguinte, a empresa entrou em contato comigo dizendo que teria interesse em me contratar, mas eu teria que conseguir a carta PRIIME do governo do Québec. Fui lá no dia seguinte, expliquei a situação e consegui a tal carta. Comecei a trabalhar em seguida.

As pessoas na empresa são bem simpáticas e procuram falar de forma entendível quando vão me passar alguma tarefa, mas não é fácil. Os primeiros dias foram extremamente estressantes, chegava em casa completamente acabada por me esforçar a entender as pessoas, me fazer entender e entender o trabalho que deveria ser feito e já cheguei pondo a mão na massa… Atualmente, continuo chegando muito cansada em casa, mas noto que as coisas vão melhorando com o tempo.

Há certos momentos em que me sinto uma completa idiota por não entender o que me falam. Na hora do almoço, quando todos estão empolgados falando sobre coisas triviais e falando no ritmo normal quebecois, fico lá boiando muitas vezes sem fazer a mínima idéia do que estão falando. Me perguntam algo, eu respondo e lá fico eu calada de novo fingindo entender o que estão falando. Também tem os momentos em que você faz perguntas idiotas, confundindo o francês com o português e o inglês, ninguém entende nada da pergunta e lá vai você desenhar o que quer… Ah, também tem aqueles momentos em que eu queria fazer um comentário legal ou uma piada, mas não sei como fazê-lo e mais uma vez me sinto uma idiota. A moral da história é que você pode até entender bem o francês, mas chegar na fluência ideal é algo extremamente difícil e demorado. Você paga muitos micos pelo caminho, se constrange, se frustra e por aí vai…

No fim das contas, estou muito feliz por estar trabalhando na minha área, por estar conseguindo fazer o meu trabalho apesar das dificuldades e também feliz por ver que a língua melhora a cada dia. Mas não vou mentir, nessa vida de imigrante há muito mais momentos difíceis no dia-a-dia do que momentos bons no início. Tem que ter uma paciência enorme consigo mesmo e com tudo. Recomeçar uma vida, inclusive aprendendo a falar corretamente, não é fácil e também não é para qualquer um. Tem que saber o que quer e continuar perseverando, porque afinal de contas, nós somos brasileiros e não desistimos nunca rs rs rs.

O melhor de tudo é ver o dinheiro entrando de novo na conta, confesso kkkk

O post sobre a tal carne de cavalo fez sucesso e todo mundo me pergunta curioso o que comemos por aqui. Então, eu respondo: comida normal rs rs.

Os quebecoises tem hábitos saudáveis no que diz respeito à comida. Comem bastante verduras, legumes e frutas. Geralmente comem em porções menores do que estamos acostumados no Brasil. É bem normal ver gente comendo no lanche umas cenouras pequenas que existe por aqui que são mais doces que as cenouras que temos no Brasil. Acredite, esse hábito se aprende rápido e quando você percebe, está lanchando cenoura, couve-flor e brócolis crus. Existem uns molhinhos chamados tremprettes que são muito gostosos e as saladas ficam mais saborosas com essas coisas. O molho caeser também tem lugar na geladeira. Além disso, eles comem tem carne (de boi, frango ou de porco), algum tipo de massa (macarrão, arroz ou batata), queijos, frutos do mar, bastante sopa e coisinhas que só existem por aqui.
Atenção, pais imigrantes: é proibido colocar na lancheira das crianças biscoitinhos, salgadinhos, chocolatinhos e coisinhas doces e gostosas. As crianças comem verdura desde cedo no lanche.

A comida típica daqui se chama Poutine que não é nada mais do que batata frita, com um molho especial e queijo junto. Há variedades que incluem salsicha e carne moída (de boi) no meio. Quando você prova a primeira vez, pode parecer sem graça, mas com o tempo você acaba gostando. A melhor até agora é vendida no Ashton, na minha opinião.

Estranhei verdadeiramente o milho que é bastante doce. Aliás, não é bastante doce, é completamente doce. Não gostei. As uvas são fantásticas e a maioria não tem caroço. Banana não é tão saborosa quando na nossa terrinha.

Eles também adoram um café ou chafé. Saem com suas canequinhas pela rua ou compram seus copinhos nos cafés. Vemos muito isso nos filmes gringos.

E nós brasileiros, o que comemos por aqui? Ora, o de sempre: arroz, feijão, bife e batata frita rs. Mcdonalds e Subway de vez em quando. Arroz é simples de achar, o feijão tem algumas variedades, mas só comprei do preto até agora, há zilhões de opções para molhos prontos e muitos produtos congelados que são fantásticos, além de não serem caros. Realmente, tem muita coisa que facilita fazer comida. Não senti falta de nenhum tempero por aqui.
No mercado, pode-se encontrar pão francês (da França mesmo) , croissants e bolos congelados para se assar em casa. Bem mão na roda. E os queijos também não custam os dois olhos da cara.

Achamos um dia desses (seguindo indicação) farofa num mercado mexicano. Lá também tem flocos de milho, goiabada, suco de garrafa (caju, maracujá) e mais umas coisinhas que não me interessaram muito. Ainda não encontrei polvilho (creio que não vende em Ville de Québec), nem guaraná Antártica e nem tapioca hehehe.
Ah sim, também não existe Fandangos nessa terra rs rs (sou viciada mesmo). O povo adora Doritos, Cheetos e Ruffles.

Não encontrei também ainda (não procurei muito) uma confeitaria bacana para comer umas tortas de vez em quando, coisa que adoro.

No mais, seguimos comendo como comíamos no Brasil, acrescentando uns hábitos a mais que não sei como vivíamos sem.

E aí, matou sua curiosidade sobre o que comemos aqui?

As aparências enganam

Quando você chega num novo país, é normal se atrapalhar na hora de fazer as compras, afinal, tudo é diferente e são poucas as marcas que identificamos logo de cara. Às vezes, pegamos as coisas por instinto, somente pela aparência e é aí que o “perigo” mora.

Então, assim que chegamos por aqui pela primeira vez, fomos fazer as nossas compras para começar a comer em casa. Compramos uma inocente carne moída no mercado para fazer um macarrão. Mas, com a viagem ao Brasil, o macarrão ficou para depois e a carne ficou guardada no congelador até o dia que voltamos. Vale lembrar que nossa mudança para o apartamento definitivo não foi feita por nós e sim pelos nossos amigos e foram eles que notaram o ser estranho no congelador.

“Assim, sem preconceitos com os seus gostos, mas você sabia que a carne que você comprou é de cavalo, né?”, nosso amigo nos disse dias depois que chegamos aqui de novo.
Imaginem a minha cara de surpresa! Kkkk

Fui conferir a confusão e eis que encontro a prova da desatenção escrita no rótulo em dois idiomas: Cheval Haché Maigre ou Horse Lean Ground. Socorro!!

No meu mundo, cavalo não é comida, portanto a embalagem ficou no congelador apenas o tempo de fotografar o ocorrido. Não tive coragem de comer e como ficou muito tempo congelada, achei melhor jogar fora do que dar a alguém.

A título de curiosidade, já vi no mercado as seguintes carnes moídas: boi, porco, frango, peru, cavalo e veado. Portanto, atenção se você não quiser ter surpresas ou não gostar de experimentar novos sabores, ok?

Olha aí a prova da confusão:

carne

Fica a dica.

Postagens Antigas »