Feeds:
Posts
Comentários

3 meses de Québec

Finalmente fizemos 3 meses que estamos no Québec e a sensação que dá é que muito mais tempo se passou desde que começamos essa saga. Muita gente nos pergunta se já estamos adaptados ao novo país e nós simplesmente respondemos que é simplesmente impossível estar adaptado em apenas 3 meses. Ainda há muita novidade, muita coisa para aprendermos, principalmente quando o assunto é clima.

Agora quando dá 16:30 já está escuro. Mas é escuro mesmo, de noite. E claro, a tendência é só piorar. A sensação de ver a noite tão cedo é muito estranha, pois o corpo assimila que está perto de dormir. Ainda mais porque no verão o sol se punha às 21:30… Pelo menos numa coisa já nos adaptamos: a ligar a TV no canal da meteorologia assim que acordamos para ver como o tempo está lá fora. Aqui o canal do tempo não erra nunca e você precisa realmente estar preparado para enfrentar o clima lá fora.

Com relação à saudade, sentimos muita falta da família e dos amigos. Não tem como fugir disso, só dá pra amenizar o fato com as tecnologias disponíveis e também tem que se distrair.

Algumas comidas fazem falta, você sente saudade até de comer em self-service, coisa que vi muito pouco por aqui, além de ter pouca opção no cardápio. De qualquer forma, com 3 meses você se vira um pouco mais fácil no mercado, apesar de não conhecer tudo o que presta ou não.

Ainda não fizemos muito turismo por aí, nem mesmo conhecemos a cidade inteira, mas como não somos turistas, podemos fazer isso a qualquer momento. Não tem pressa.

Por enquanto, não tenho a opinião de que os gringos são frios. Pelo contrário, a impressão que tenho é que são muito mais amigáveis do que eu imaginava. Talvez eu estivesse esperando o pior. Ou talvez eu tenha dado sorte, porque no fundo as experiências são muito pessoais.

Quando paro para pensar se vale a pena imigrar para um país como o Canadá, não tenho resposta ainda. Apenas chego à conclusão de que é muito mais difícil do que a gente imagina ou ouve falar. A única coisa que eu sei é de que eu não me arrependo de nada, porém não faria de novo. Acredito que cada um faz a sua história, cada um tem sua própria opinião e o fato de você ver para crer com seus próprios olhos é algo a se pensar.

No mais, o saldo até o momento é muito positivo, muitas portas têm se aberto para nós e estamos aprendendo a conhecer nossos limites, inclusive no quesito frio que anda já mostrando sua cara por aqui rs rs. Mas acabou que a neve nem apareceu de novo, só caiu de leve sem “causar estrago”.

E vamos que vamos rumo aos 4.

Primeira neve

E eis que semana passada caiu a primeira neve fora de hora para alegria dos recém-chegados. Foram 15 cm de neve que caiu durante a noite e um dia quase todo. A cidade é outra coberta de branco. Enquanto a neve caía junto com a chuva, estava bem frio, mas quando a chuva parou, a sensação térmica não era tão baixa.

Fizemos nosso primeiro boneco de neve, que foi classificado de macabro pela família rs rs, mas ficamos contentes mesmo assim por poder brincar pela primeira vez com algo que só conhecíamos pelos filmes. Muito divertido!

Com a neve, chega também a preocupação em se vestir direito e andar de forma menos perigosa nas ruas, pois é necessário aprender a caminhar para não escorregar quando há gelo.

A neve caiu na quinta-feira e no domingo já não havia praticamente mais nada nas ruas. O branco sumiu e a vida voltou a ser como era antes. Se fosse assim sempre, seria legal, hein? Rs rs rs

Parece que amanhã tem mais.

Vejam aí umas fotos da primeira experiência com a neve.

IMG_2059

IMG_2018

IMG_2050

IMG_2038

Novidades

Pedimos desculpas pelo sumiço, mas a verdade é que quando a vida vai entrando na rotina, falta um pouco de inspiração e tempo para escrever. De qualquer forma, ainda temos novidades para contar.

Arrumei meu primeiro emprego!
Comecei a trabalhar há quase 1 mês em uma empresa pequena de informática. Estou lá como programadora/analista .NET e estou gostando bastante.

Foi assim. Eu cheguei a mandar 2 currículos e me cadastrei em diversos sites de emprego, inclusive no Emploi-Québec. A primeira entrevista que fiz, assim que voltei do Brasil, foi completamente desastrosa. Não consegui dizer o que eu queria, me enrolei com termos técnicos que deveria conhecer a esta altura do campeonato… Resumindo: foi uma droga. É extremamente frustrante ter 9 anos de experiência numa área, a vaga ser perfeita para você e você simplesmente não conseguir nem conversar com o possível empregador. Nessas horas, você se pergunta mil vezes o que diabos está fazendo aqui e se fez a coisa certa… Enfim, não desisti.

Num belo dia, uma empresa viu meu perfil no Emploi-Québec e escreveu me pedindo meu currículo. Eu simplesmente não estava esperando, porque não tinha muita experiência com .NET, mas resolvi arriscar e diferentemente da primeira entrevista, me sai muito bem e consegui passar segurança ao conversar com a empregadora. Ela mostrou interesse, já me apresentou para a equipe toda, embora ainda tivesse mais entrevistas pra fazer. Saí confiante.

Na semana seguinte, a empresa entrou em contato comigo dizendo que teria interesse em me contratar, mas eu teria que conseguir a carta PRIIME do governo do Québec. Fui lá no dia seguinte, expliquei a situação e consegui a tal carta. Comecei a trabalhar em seguida.

As pessoas na empresa são bem simpáticas e procuram falar de forma entendível quando vão me passar alguma tarefa, mas não é fácil. Os primeiros dias foram extremamente estressantes, chegava em casa completamente acabada por me esforçar a entender as pessoas, me fazer entender e entender o trabalho que deveria ser feito e já cheguei pondo a mão na massa… Atualmente, continuo chegando muito cansada em casa, mas noto que as coisas vão melhorando com o tempo.

Há certos momentos em que me sinto uma completa idiota por não entender o que me falam. Na hora do almoço, quando todos estão empolgados falando sobre coisas triviais e falando no ritmo normal quebecois, fico lá boiando muitas vezes sem fazer a mínima idéia do que estão falando. Me perguntam algo, eu respondo e lá fico eu calada de novo fingindo entender o que estão falando. Também tem os momentos em que você faz perguntas idiotas, confundindo o francês com o português e o inglês, ninguém entende nada da pergunta e lá vai você desenhar o que quer… Ah, também tem aqueles momentos em que eu queria fazer um comentário legal ou uma piada, mas não sei como fazê-lo e mais uma vez me sinto uma idiota. A moral da história é que você pode até entender bem o francês, mas chegar na fluência ideal é algo extremamente difícil e demorado. Você paga muitos micos pelo caminho, se constrange, se frustra e por aí vai…

No fim das contas, estou muito feliz por estar trabalhando na minha área, por estar conseguindo fazer o meu trabalho apesar das dificuldades e também feliz por ver que a língua melhora a cada dia. Mas não vou mentir, nessa vida de imigrante há muito mais momentos difíceis no dia-a-dia do que momentos bons no início. Tem que ter uma paciência enorme consigo mesmo e com tudo. Recomeçar uma vida, inclusive aprendendo a falar corretamente, não é fácil e também não é para qualquer um. Tem que saber o que quer e continuar perseverando, porque afinal de contas, nós somos brasileiros e não desistimos nunca rs rs rs.

O melhor de tudo é ver o dinheiro entrando de novo na conta, confesso kkkk

O post sobre a tal carne de cavalo fez sucesso e todo mundo me pergunta curioso o que comemos por aqui. Então, eu respondo: comida normal rs rs.

Os quebecoises tem hábitos saudáveis no que diz respeito à comida. Comem bastante verduras, legumes e frutas. Geralmente comem em porções menores do que estamos acostumados no Brasil. É bem normal ver gente comendo no lanche umas cenouras pequenas que existe por aqui que são mais doces que as cenouras que temos no Brasil. Acredite, esse hábito se aprende rápido e quando você percebe, está lanchando cenoura, couve-flor e brócolis crus. Existem uns molhinhos chamados tremprettes que são muito gostosos e as saladas ficam mais saborosas com essas coisas. O molho caeser também tem lugar na geladeira. Além disso, eles comem tem carne (de boi, frango ou de porco), algum tipo de massa (macarrão, arroz ou batata), queijos, frutos do mar, bastante sopa e coisinhas que só existem por aqui.
Atenção, pais imigrantes: é proibido colocar na lancheira das crianças biscoitinhos, salgadinhos, chocolatinhos e coisinhas doces e gostosas. As crianças comem verdura desde cedo no lanche.

A comida típica daqui se chama Poutine que não é nada mais do que batata frita, com um molho especial e queijo junto. Há variedades que incluem salsicha e carne moída (de boi) no meio. Quando você prova a primeira vez, pode parecer sem graça, mas com o tempo você acaba gostando. A melhor até agora é vendida no Ashton, na minha opinião.

Estranhei verdadeiramente o milho que é bastante doce. Aliás, não é bastante doce, é completamente doce. Não gostei. As uvas são fantásticas e a maioria não tem caroço. Banana não é tão saborosa quando na nossa terrinha.

Eles também adoram um café ou chafé. Saem com suas canequinhas pela rua ou compram seus copinhos nos cafés. Vemos muito isso nos filmes gringos.

E nós brasileiros, o que comemos por aqui? Ora, o de sempre: arroz, feijão, bife e batata frita rs. Mcdonalds e Subway de vez em quando. Arroz é simples de achar, o feijão tem algumas variedades, mas só comprei do preto até agora, há zilhões de opções para molhos prontos e muitos produtos congelados que são fantásticos, além de não serem caros. Realmente, tem muita coisa que facilita fazer comida. Não senti falta de nenhum tempero por aqui.
No mercado, pode-se encontrar pão francês (da França mesmo) , croissants e bolos congelados para se assar em casa. Bem mão na roda. E os queijos também não custam os dois olhos da cara.

Achamos um dia desses (seguindo indicação) farofa num mercado mexicano. Lá também tem flocos de milho, goiabada, suco de garrafa (caju, maracujá) e mais umas coisinhas que não me interessaram muito. Ainda não encontrei polvilho (creio que não vende em Ville de Québec), nem guaraná Antártica e nem tapioca hehehe.
Ah sim, também não existe Fandangos nessa terra rs rs (sou viciada mesmo). O povo adora Doritos, Cheetos e Ruffles.

Não encontrei também ainda (não procurei muito) uma confeitaria bacana para comer umas tortas de vez em quando, coisa que adoro.

No mais, seguimos comendo como comíamos no Brasil, acrescentando uns hábitos a mais que não sei como vivíamos sem.

E aí, matou sua curiosidade sobre o que comemos aqui?

As aparências enganam

Quando você chega num novo país, é normal se atrapalhar na hora de fazer as compras, afinal, tudo é diferente e são poucas as marcas que identificamos logo de cara. Às vezes, pegamos as coisas por instinto, somente pela aparência e é aí que o “perigo” mora.

Então, assim que chegamos por aqui pela primeira vez, fomos fazer as nossas compras para começar a comer em casa. Compramos uma inocente carne moída no mercado para fazer um macarrão. Mas, com a viagem ao Brasil, o macarrão ficou para depois e a carne ficou guardada no congelador até o dia que voltamos. Vale lembrar que nossa mudança para o apartamento definitivo não foi feita por nós e sim pelos nossos amigos e foram eles que notaram o ser estranho no congelador.

“Assim, sem preconceitos com os seus gostos, mas você sabia que a carne que você comprou é de cavalo, né?”, nosso amigo nos disse dias depois que chegamos aqui de novo.
Imaginem a minha cara de surpresa! Kkkk

Fui conferir a confusão e eis que encontro a prova da desatenção escrita no rótulo em dois idiomas: Cheval Haché Maigre ou Horse Lean Ground. Socorro!!

No meu mundo, cavalo não é comida, portanto a embalagem ficou no congelador apenas o tempo de fotografar o ocorrido. Não tive coragem de comer e como ficou muito tempo congelada, achei melhor jogar fora do que dar a alguém.

A título de curiosidade, já vi no mercado as seguintes carnes moídas: boi, porco, frango, peru, cavalo e veado. Portanto, atenção se você não quiser ter surpresas ou não gostar de experimentar novos sabores, ok?

Olha aí a prova da confusão:

carne

Fica a dica.

Eu tinha pesquisado sobre planos de saúde para animais, mas como a maioria dos brasileiros, fui empurrando com a barriga e acabei esquecendo de fazer, até que ontem eu precisei de um veterinário na emergência. Resultado, facada no bolso.

Kika sempre teve problemas urinários e quando há algum estresse rolando, é muito fácil de ocorrer. Creio que o estresse da viagem ajudou na infecção… Aí ontem notei que ela estava com dificuldades para urinar e fui atrás de uma clínica veterinária para levá-la. Já começou aí a primeira novela, porque todas as clínicas que encontramos estavam fechadas e só atendiam para quem tinha ficha lá.

Com a ajuda do GPS e dos amigos, conseguimos encontrar a clínica Groupe Vétérinaire Daubigny. Para quem está ou vem para Ville de Québec, é bom anotar o nome e o site para possíveis emergências. Eu gostei do atendimento e a clínica é bem grande, limpa e arrumada, parece um hospital para pessoas.

No fim, não foi possível coletar a urina à noite e eu tive de retornar ao consultório pela manhã. O resultado da análise ficou pronto em 20 minutos (como em algumas clínicas em Brasília) e a bichinha realmente está com infecção urinária. A veterinária passou um antibiótico que eu comprei lá mesmo na quantia certa que a gata deverá tomar durante 15 dias. Também tive de mandar fazer uma cultura da urina, mas esse resultado só fica pronto daqui uma semana (como no Brasil).

O resultado da facada no bolso foi o seguinte (tudo em CAD):
- Consulta de emergência: 125,00
- Análise da urina: 38,00
- Citologia urinária (nem sei se foi isso): 30,00
- Remédio para dor: 30,00
- Cultura urinária: 57,00
- Antibiótico: 30,63

Total + Taxas: 356,56

Estou falando os totais dos gastos para que você tenha noção do quanto custam os cuidados veterinários por aqui, porque geralmente só encontramos informações dizendo que é caro e tal, mas não os valores. Sem converter os valores para reais, a quantia é muito parecida com o que eu pagava no Brasil…

No fim, o que vale é que os nossos bichinhos fiquem bem…

E vamos que vamos…

Essa questão é bem pessoal, pois cada um sabe onde o sapato aperta, mas quando me fazem esta pergunta, eu respondo sempre: a quantia máxima e sensata que você conseguir juntar.

É certo que é comum subestimar os gastos iniciais numa mudança como esta. Eu tinha na cabeça apenas gastar com o necessário, mas o que é o necessário para mim? Primeiro, se sua casa nova não tiver incluso no aluguel fogão, geladeira, máquina de lavar e secadora, prepare-se para gastar uma boa grana com isso. Foi o nosso caso. Sua casa terá carpete e você tem animal? Inclua um bom aspirador de pó. Vai querer cozinhar e comer em casa? Precisará de utensílios domésticos. Dormir? Precisará de um colchão seja lá como for. E por aí vai. Se você parar para pensar numa casa completa e razoavelmente confortável, verá que é necessário muita coisa, então se prepare para esses gastos iniciais…

Achei as coisas de casa baratas no Canadá. Tem muita opção barata de eletrodoméstico e utensílios, porém os preços das panelas, lençóis e toalhas, achei tão caro quanto no Brasil. Por isso, aproveitei aquela volta para trazer meus lençóis, toalhas, cobertas e travesseiros. Só trouxe também o que eu havia de melhor qualidade e que estava novo, senão não valeria a pena. Se parar para pensar bem, cada objeto que você traz, é um objeto a menos para comprar por aqui. Aí tem que pesar bem o que é importante, literalmente rs rs.

Se vale um conselho, reserve um dinheiro para emergências e não mexa nesse dinheiro a não ser por emergência, lógico. Nossa viagem ao Brasil de última hora foi uma emergência e tivemos gastos altos por isso. Não estava nos planos e de certa forma nosso planejamento inicial foi por água abaixo. Tivemos de recorrer a outro planejamento e trilhar por caminhos diferentes.

É muito difícil e muito estressante ver o tempo passar e o dinheiro ir embora. Acredite, o dinheiro vai embora rápido por aqui. É preciso bastante controle e mesmo assim a vida te pega de surpresa de vez em quando. As dificuldades chegam realmente, você se pergunta mil vezes se era isso mesmo que queria, mas sacode a poeira e vai levando.

Acho que cada dia na vida de um imigrante é uma conquista de fato. Muitos sentimentos contrastantes nos invadem o tempo inteiro e não tem nada que te prepare para isso. Só dá pra saber vivendo… Então, vamos planejar e planejar e planejar antes de vir :)

Novidades…

Olá, pessoal!

Estamos sumidos, mas com a vida entrando na rotina esperamos poder dar notícias com mais frequência. O calor ainda não foi embora de vez, mas o clima já está mais ameno. Estamos aproveitando muito o verão, pois imaginamos que o inverno não deve ser brincadeira.  Com a chegada do outono as folhas já estão mudando de cor e logo cairão. Bom, vamos às novidades:

A Roberta começou o curso dela de francês no Centre Phénix. É uma espécie de “francisação”, mas nesse curso ela não tem direito de receber ajuda do governo e tem que pagar CAD 40.00 por trimestre (um absurdo) rsrsrs. Aula de segunda a sexta das 8:10 as 12:45. Bem puxado, mas ela tá gostando.

A outra novidade é que fui aceito na Université de Laval (Uhuuuuuu \o/). Comecei na semana passada meu curso de bacharelado em Arte e Ciência da Animação, com foco em Animação 3D. O curso é pesado e estudar em francês não é fácil, mas estou acompanhando bem a turma (até agora) rsrsrs.

Optei nessa sessão fazer quatro disciplinas, duas do curso de animação e duas de Francês Língua Estrangeira (FLE), pois sei que ainda tenho muito que melhorar. Em outro post vou falar mais da universidade, pois é um assunto importante. Vou falar também sobre o programa de bolsa e empréstimo do Governo do Québec. :-)

Eu na Université Laval

Eu na Université Laval

Na sexta-feira (23:00) estávamos saindo da casa dos nossos amigos Álvaro e Érisa quando decidimos ir ao Estados Unidos (Boston) para comprar nossas roupas de inverno. Passamos em casa, arrumamos a mala, pegamos os documentos e 1:00 da manhã já estávamos na estrada. Chegamos em Boston as 8:30 e fomos direto as compras. Estávamos acompanhados dos amigos Thais e Pedro.

Compramos realmente só as roupas de frios. Se valeu a pena? Sim, muito. Mesmo pagando a viagem economizamos CAD 700. Encontramos um lugar muito bom no caminho de volta que tem vários Outlets. O custo da viagem foi de aproximadamente CAD 200,00 por casal. A próxima será pra NY, mas quando tivermos emprego, claro… rsrsrs

Eu e Roberta no Outlet.

Eu e Roberta no Outlet.

Ponte em Maine

Ponte em Maine

Chegando em Boston

Chegando em Boston

 

Tomando uma no Outback

Tomando uma no Out Back com os amigos Pedro e Thais...

Um grande abraço,

Lucas & Roberta

Começo este post mais uma vez agradecendo aos amigos que fizeram a nossa mudança enquanto estivemos no Brasil. Gestos como esse não tem preço :)

***

Faz muito calor aqui no Québec e como as casas são preparadas para reter calor, temos a sensação de estarmos cozinhando em temperatura máxima. Difícil dormir. Só passei calor assim em cidades de praia ou na região norte do Brasil. Já compramos um ventilador super-power para aliviar a aflição rs rs.

A primeira saudade da terrinha começa quando você vai montar os móveis de casa, a não ser que esteja acostumado a fazer isso de vez em quando, o que não é o nosso caso. Para nós, foi a primeira vez que paramos para montar uma cama ou uma cômoda do zero. O amor pelo IKEA vai passando conforme o número de cadeiras e gavetas que você monta, é impressionante rs rs rs.
A primeira furada na parede também a gente não esquece rs rs.
Aos poucos, a casa vai tomando um pouco de ares familiares e creio que quando tivermos uma rotina será melhor ainda.

Os produtos de limpeza são realmente muito bons e existem diversas coisinhas para facilitar a sua vida. Creio que vou dedicar um post só para assuntos domésticos mais na frente, pois eu tinha este tipo de curiosidade quando estava no Brasil.

As gatinhas já estão tranqüilas e acho que já estão quase esquecendo a longa viagem. Melhor que isso, impossível. Consegui encontrar por aqui as mesmas rações que via no Brasil e as meninas seguem comendo Hills. O pacote de Hills aqui é maior e mais barato. Um pacote com 4kg custa CAD$ 34,00. A areia que comprei também é muito boa, mas vou variar sempre para escolher a que achar melhor.

No mais, passamos os últimos dias arrumando casa, comprando o que faltava e tentando ver uns cursos pra fazer na universidade Laval. Leva-se bastante tempo nesses assuntos.

E assim vamos caminhando…

De volta ao Québec

Chegamos no dia 12 de novo em Québec, mas somente agora que foi possível dar notícias. Os últimos dias no Brasil foram extremamente corridos, havia muitas pendências para fechar. O bom é que conseguimos deixar o apartamento já alugado.

A viagem correu bem e o embarque das gatas correu conforme esperado. Antes de sair de casa, dei gotinhas do Acepran para elas, conforme a veterinária passou. Em poucos minutos elas já estavam meio sedadas. A preparação para a viagem internacional deve começar com as caixas, que devem ter furos em todas as laterais e também atrás. Deve ser colocado no chão da caixa um tapete higiênico, caso o animal queira fazer alguma necessidade. Também deve ser acoplado um bebedouro e comedouro na porta. Eu usei comedouros de aves.

Vale a dica de chegar mais cedo do que o costume para desenrolar o embarque dos animais. Demorei mais de 40 minutos no guichê da TAM esperando o preenchimento da papelada. Para o embarque doméstico, é necessário entregar as carteirinhas de vacinação e cópia do atestado de saúde. Tomei o cuidado de etiquetar o nome das gatas nas caixas e o endereço de entrega, caso algo acontecesse.

Ao chegar em São Paulo, entreguei as meninas para a simpática Rosana da Sysbrac. Infelizmente, ainda eram 14:30 e o voo só saia às 20:00, então elas ficaram sozinhas bastante tempo. Para o embarque internacional (no caso de ter de contratar uma empresa despachante), foram pedidos os seguintes documentos: declaração autenticada em cartório informando o envio dos animais, procuração em cartório permitindo o embarque pela empresa, cópias simples autenticadas do RG e CPF, copias simples do passaporte e da minha passagem aérea, atestado de saúde original e cópias, CZI e cópias e a carteirinhas de vacinação originais e cópias. O CZI foi emitido no aeroporto de Brasília, mas ele informava que as gatas sairiam de São Paulo. No caso de Brasília, não foi necessário marcar horário para pegar o CZI, porém em alguns outros estados é preciso. Para pegar o CZI é necessário o atestado de saúde e as carteiras de vacinação. Os animais não precisam ir junto.

Chegando em Toronto, fomos questionados porque viajamos ao Brasil e moça me pareceu incrédula quando eu disse que não tinha comprado nada por lá. Trouxemos um quadro com uma foto do nosso casamento e deu trabalho explicar aos atendentes que aquilo já me pertencia e que eu havia declarado este item ao entrar no Canadá pela primeira vez. Atenção nesta parte, se você pretende enviar/levar itens posteriormente ao Canadá. Declare tudo, pois a lista será pedida e eles conferem mesmo.

Quando a empresa despachante fez a reserva da viagem das gatas, somente foi possível embarcá-las numa conexão para Québec posterior à nossa, mas no momento do embarque vimos as meninas sendo despachadas no mesmo voo que o nosso. Se eu não estivesse sentada na janela e no lado onde eles colocam as cargas no avião, não ficaria sabendo que elas chegariam ao mesmo tempo que nós.

Em Québec, fui buscá-las no escritório da Air Canadá Cargo e foi preciso voltar ao Bureau de Duana no aeroportoo para pagar uma taxa de inspeção dos animais. Custa CAD$ 55,00. No escritório da Air Canadá, mais CAD$ 40,00. Esteja preparado.

Por fim, elas chegaram bem, porém muito assustadas. Estão se adaptando bem ao novo apartamento e explorando a nova morada.

Ah sim, uma de nossas malas não veio no nosso voo e o pessoal da Air Canadá foi entregá-la somente no outro dia.

Faz muito calor por aqui e já estamos no nosso apartamento definitivo, mas sobre isso eu falo depois, pois este post já está enorme rs rs.

Seguem algumas fotos das gatas que cruzaram os oceanos.

Gatas preparadas para o embarque

img 007

A lendária Rosana da Sysbrac

img 009

Gatas já em solo canadense explorando a casa nova

img 011

img 012

img 013

img 016

Postagens Antigas »