Só para mulheres

18 11 2009

Ok, homens, se quiserem podem se retirar nesse momento ou lerem para passar as informações para suas esposas/namoradas, porque o papo é realmente feminino agora rs rs.

Estou escrevendo sobre isso porque eram mais umas das dúvidas que tinha no Brasil e como acredito que existem leitoras interessadas no assunto, vamos lá.

Se depilando no Québec

Colega, o papo é sério. Pra se depilar sozinha em casa com cera tem que ser no mínimo macho. É preciso coragem, determinação e muita vontade de ficar sem pelos, porque a parada é punk. Se você já é expert no assunto, que ótimo, menos um problema pra você, mas se não, prepare-se para momentos de tortura.

Testei primeiro aquelas folhas prontas de depilação Veet, sem sucesso. Se alguém consegue se depilar de forma eficaz com aquilo, merece um troféu. O negócio meleca tudo e não tira quase nada. Não passou pelo meu teste.

Em seguida, testei a cera Nair que não precisa de película (sei lá como chama isso). É um tipo de cera parecida com a cera de abelha ou cera negra. Você esquenta no microondas no próprio potinho que ela vem, verifica a temperatura com um acessório e passa com uma espátula que também vem na embalagem e depois puxa a própria cera. Tirando o fato de que nas primeiras vezes a gente se enrola toda, a cera é boa e tira MESMO os pelos. Mas, como eu disse antes, tem que ser corajosa e puxar sem dó, pois quanto mais tempo ela fica na pele, pior pra tirar. Tem que acertar o ponto certo de puxar. Só usando mesmo para saber. Recomendo cuidado com a temperatura, pois pode queimar de verdade a pele.
A cera ainda vem com uns lencinhos com removedor para aplicar no final, limpando a bagaceira que você fez. Vale a pena dar uma conferida. Veja aí a imagem da dita cuja.

Em tempo, há salões de depilação aqui, mas eu ainda não fui experimentar, fato que será corrigido no próximo mês, pois não nasci para me auto-depilar rs rs rs.

Fazendo as unhas no Québec

Anote o recado: se você gosta de esmaltes claros, traga suas cores preferidas do Brasil. Aqui você encontra umas 3 cores claras (no mááááximo) e não são tão bonitas como na terrinha. Ah, eles também mancham e custam caro. A única vantagem aqui é que eles secam super rápido. Inclua também uma base para unhas fracas e um alicate amolado. Aqui só encontrei a base pela bagatela acima de CAD 7,00. Acredito também que vale a pena trazer cores escuras, porque também não tem tanta oferta assim. A mulherada aqui gosta de cores estranhas como roxo, verde, azul, cinza e coisas brilhosas com glíter, quando usam algo. É muito comum ver mulher com o cotoco de esmalte colorido pela metade das unhas (seja pra cima ou pra baixo). Ainda não fui fazer as unhas num salão, mas dizem que custa caro (não sei quanto) e que não fazem como no Brasil. Só testando para ver. Conto depois. Vejo muito também a mulherada usando unhas postiças. Acredito que seja mais fácil pra elas. Ah, tem uma moda também de andar com francesinha de oncinha, zebra, ponta preta, vermelhas e coisas tão bizarras quanto.
Definitivamente, não é pra mim.

Cabelos no Québec

Aqui você encontra praticamente todas as grandes marcas que existem nos mercados do Brasil, mas o melhor de tudo é poder comprar marcas que só são vendidas em salão por um preço super acessível.
Os cortes são bem modernos, mas algumas pessoas insistem em andar nos anos 60, 70 ou 80. A mulherada adora um topete com laquê. Com o tempo você se acostuma rs rs rs . No geral, achei os cortes bem bonitos.
Cortei meu cabelo na ULaval por CAD 25,00. Nada de outro mundo.

Absorventes gringos (só eu mesmo pra falar sobre isso publicamente rs rs)

Fique atenta ao comprar seu primeiro pacote de absorvente, pois aqui há uma diferenciação de tamanho de… er… bundas. Se você possui medidas na média e comprar o tamanho 14+, vai ficar com a sensação de estar usando calça plástica. O negócio parece ser maior que a versão noturna dos absorventes. E olha que o tamanho 14+ tem a versão noturna também! Cuidado! Kkkk

No mais, conforme vou lembrando das coisas, vou colocando aqui. Vai que as informações são úteis para alguém, né? Rs rs





3 meses de Québec

10 11 2009

Finalmente fizemos 3 meses que estamos no Québec e a sensação que dá é que muito mais tempo se passou desde que começamos essa saga. Muita gente nos pergunta se já estamos adaptados ao novo país e nós simplesmente respondemos que é simplesmente impossível estar adaptado em apenas 3 meses. Ainda há muita novidade, muita coisa para aprendermos, principalmente quando o assunto é clima.

Agora quando dá 16:30 já está escuro. Mas é escuro mesmo, de noite. E claro, a tendência é só piorar. A sensação de ver a noite tão cedo é muito estranha, pois o corpo assimila que está perto de dormir. Ainda mais porque no verão o sol se punha às 21:30… Pelo menos numa coisa já nos adaptamos: a ligar a TV no canal da meteorologia assim que acordamos para ver como o tempo está lá fora. Aqui o canal do tempo não erra nunca e você precisa realmente estar preparado para enfrentar o clima lá fora.

Com relação à saudade, sentimos muita falta da família e dos amigos. Não tem como fugir disso, só dá pra amenizar o fato com as tecnologias disponíveis e também tem que se distrair.

Algumas comidas fazem falta, você sente saudade até de comer em self-service, coisa que vi muito pouco por aqui, além de ter pouca opção no cardápio. De qualquer forma, com 3 meses você se vira um pouco mais fácil no mercado, apesar de não conhecer tudo o que presta ou não.

Ainda não fizemos muito turismo por aí, nem mesmo conhecemos a cidade inteira, mas como não somos turistas, podemos fazer isso a qualquer momento. Não tem pressa.

Por enquanto, não tenho a opinião de que os gringos são frios. Pelo contrário, a impressão que tenho é que são muito mais amigáveis do que eu imaginava. Talvez eu estivesse esperando o pior. Ou talvez eu tenha dado sorte, porque no fundo as experiências são muito pessoais.

Quando paro para pensar se vale a pena imigrar para um país como o Canadá, não tenho resposta ainda. Apenas chego à conclusão de que é muito mais difícil do que a gente imagina ou ouve falar. A única coisa que eu sei é de que eu não me arrependo de nada, porém não faria de novo. Acredito que cada um faz a sua história, cada um tem sua própria opinião e o fato de você ver para crer com seus próprios olhos é algo a se pensar.

No mais, o saldo até o momento é muito positivo, muitas portas têm se aberto para nós e estamos aprendendo a conhecer nossos limites, inclusive no quesito frio que anda já mostrando sua cara por aqui rs rs. Mas acabou que a neve nem apareceu de novo, só caiu de leve sem “causar estrago”.

E vamos que vamos rumo aos 4.