Recomendo a leitura!

11 01 2013

Oi, pessoal!

Já faz um bom tempo que eu não apareço por aqui.  Os motivos são vários, vai da falta de tempo a preguiça. Roberta está chegando na fase final da gravidez e a correria pra ajeitar tudo para a chegada do bb é cada vez maior.

Essa semana eu li em um blog de um imigrante brasileiro que mora na Holanda um post muito interessante sobre as diferentes realidades entre o Brasil e o país que ele mora atualmente.  O autor intitula o post  como “a relação direta entre ter de limpar seu banheiro você mesmo e poder abrir sem medo um Mac Book no ônibus“.

A pesar dele morar na Holanda, o caso se aplica quase que 100% também ao Canadá. Recomendo a leitura tanto pra quem já imigrou quanto pra quem vai imigrar.

Blog: daniduc.net

Fica a dica!

Um grande abraço,

Lucas

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Estamos de blog novo

9 04 2012

Este ano vamos completar 3 anos de Canadá e, para comemorar esse feito, resolvemos dar uma repaginada no blog e tentar escrever com um pouco mais de frequência. Nos próximos posts, vamos tentar abordar novos assuntos e resumir rapidamente um pouco da nossa saga até aqui.

Chegar ao terceiro ano é um marco para o imigrante.  Significa que podemos dar entrada no processo de cidadania canadense*. É também o momento de se reavaliar o projeto. Saber se fica, se volta ou se vai pra outro lugar. Pra alguns, a cidadania é o mais importante do projeto e depois de dar entrada ou recebê-la, alguns voltam para o seu país de origem.

Outro marco legal é que o blog vai completar 5 anos e ultrapassamos 70 mil visitas. Ficamos um tempo sem escrever, mas o número de visitantes não diminuiu, provando que ainda tem muita gente com o mesmo objetivo.  Reativar o blog é uma maneira de continuar ajudando quem ainda não chegou por aqui e dessa forma retribuir a ajuda que recebemos quando ainda estávamos no Brasil.

Nós sabemos o quanto é duro esperar pelo fim do processo, principalmente agora que  a espera pode chegar facilmente a dois anos. Ficamos loucos pra comprar as passagens e pra chegar logo o dia da viagem. Ler notícias de quem está na mesma situação que você ou de quem já chegou por aqui é uma forma de matar o tempo, a curiosidade e acalmar um pouco o coração.

Um grande abraço e até a próxima!

Lucas

*são 3 anos passados em território canadense. Deve-se desconsiderar o tempo passado em outros países, como por exemplo, os dias de férias no Brasil ou viagens para os Estados Unidos.





Em tempo: vídeos obrigatórios para imigrantes

29 09 2011

Estou completamente atrasada no quesito compartilhamento de informações (o blog do Well e Suzel está sempre na frente rsrs), mas nunca é tarde demais compartilhar para certas coisas.
As informações dos vídeos abaixo são extremamente úteis mesmo para pessoas que estão no Canadá há algum tempo.

Dê valor.

http://vimeo.com/17473916
http://vimeo.com/17474658
http://vimeo.com/17470195
http://vimeo.com/17469841





Quem é vivo sempre aparece

26 11 2010

Depois de um tempo, é bem complicado achar assunto interessante para escrever no blog, já que as emoções estão mais rotineiras, mas sei que as pessoas sempre esperam notícias. Então, vamos lá.

Notei que o tempo passa mais rápido depois que fizemos um ano por essas bandas. As mudanças climáticas já não são esperadas com tanta ansiedade, pois sabemos muito bem o que vem com cada estação. As novidades estressam, acreditem rsrsrs
E como agora sabemos como funciona, é bem mais fácil aproveitar o melhor das estações.

Com a proximidade do inverno, as pessoas trabalham mais. Pelo menos no meu trabalho é assim. Todo mundo se esforça para correr com as coisas para poder aproveitar o verão. Nada mais justo, não é?
E como o inverno está batendo à nossa porta, os dias estão escurecendo bem mais cedo. Às 16 :30 já é noite e isso não deixa de provocar mudanças no nosso organismo mesmo deixando de ser novidade. A gente se sente mais cansado, quer ir dormir logo e demora um pouco para que tudo se encaixe. O outono é uma estação escura e cinzenta. A neve pelo menos traz luz ao dia, fica mais fácil de encarar.

Apesar de estarmos aqui há um ano e 4 meses, ainda tenho dificuldade para conseguir crédito nos bancos e lojas. Pedi um dia desses um cartão no Desjardins e foi negado. Frustrante. Um casal amigo um dia desses tentou comprar um carro praticamente à vista e tentou financiar apenas mil dólares e o banco rejeitou, dizendo que não havia garantias de que o empréstimo seria pago. No caso deles, eles ainda são estudantes… Mas mesmo assim, a sensação é frustrante.

Quando se fala de frustrações, é uma das coisas que mais se acumula numa imigração e não se pode subestimar o impacto disso na sua vida. Porém, cada um sabe onde seu calo dói e todas as experiências são muito pessoais. Com relação à isso, só podemos te dizer para não acreditar nas promessas de paraíso que o governo do Canadá vende. Venha preparado para enfrentar dificuldades e para dar com a cara na porta muitas vezes. Tenha o pé no chão, porque não há paraíso com vida fácil para ninguém… Pé no chão, minha gente, pé no chão…

No mais, vamos caminhando para mais um fim de ano.





Enfim, um ano…

8 07 2010

Há exato 1 ano, nós chegávamos ao Québec empolgados e apavorados ao mesmo tempo. Tudo é novidade, tudo é festa quando se chega. Há muito o que se ver, há muito o que se conhecer; você começa a testar seu nível de fluência da língua. Alguns tem mais facilidade, outros menos, mas todo mundo enfrenta dificuldade no início. Pedir o primeiro combo no McDonalds é no mínimo engraçado e você vai evoluindo a cada pedido.

Olhando para trás, parece que estamos aqui há um século. Tudo é muito intenso, os sentimentos são os mais variados possíveis e a conclusão é quase sempre a mesma : é mais difícil do que esperávamos. A saudade da família e dos amigos, a dificuldade com a língua, as barreiras para arrumar emprego e para lidar com as finanças, as diferenças culturais e climáticas, o preconceito (a essa altura do campeonato você sabe que existe), tudo isso te afeta de uma forma única e é impossível saber como nos sentiremos sem passar por isso de verdade. Por isso que a grande questão “Vale a pena ou não imigrar?” possui respostas diferentes, já que cada um sabe onde seu calo dói, qual é o seu limite e qual é o seu objetivo de vida.

Nosso saldo após um ano é positivo. Aprendemos demais, abrimos nossa cabeça, priorizamos nossa vida. Choramos juntos às vezes por uma situação ou outra, mas continuamos sorrindo das descobertas que fazemos a cada semana. Temos uma situação até estável, temos conforto em casa, inclusive mais conforto do que tínhamos em Brasília, pois as coisas aqui são mais acessíveis.

Mas continuamos fazendo planos e lutando por nosso espaço… Nossa rotina é mais concreta e a vida está bem mais tranquila após um ano. Posso te dizer com toda a certeza de que os primeiros seis meses são os mais difíceis e completar um ano tem um gostinho de vitória por ter sobrevivido até aqui. Como eu já disse, não é fácil e eu não estou exagerando. A língua continua sendo a maior barreira, pois o francês é extramente complexo, mas tudo depende de esforço pessoal.

Um conselho? Mente aberta, tolêrancia, paciência, humildade e conjugação verbal afiada fazem a diferença.

Enfim, os desafios são grandes, as batalhas são árduas, mas continuamos na luta pela adaptação.
E que venha o próximo ano!





Continuando com o balanço

6 03 2010

Somente após passado um tempo é que podemos concluir certas coisas. Então, vamos lá:

– Você já tem seu supermercado preferido e já não fica tão perdido no meio das seções, mas de vez em quando ainda fica com preguiça de ler um rótulo de um produto novo e acaba levando algo diferente do que imaginava.
– Se tiver carro, você já se acostumou a parar na placa de Arrêt, mas se veio de Brasília, ainda não se acostumou com o fato de que as pessoas aqui no Québec não param na faixa de pedestre.
– Se conheceu o inverno, caiu no gelo pelo menos 2 vezes e sabe que chão brilhante significa perigo. Já sai sem a calça segunda pele numa boa quando a temperatura está acima dos -10° e até usa os casacos de outono quando faz -5°.
– Ainda acha estranho quando alguém te dá bonjour à noite.
– Já tem várias coisinhas eletrônicas que facilitam as tarefas de casa no dia-a-dia (aguarde post especial sobre o assunto) e não sabe como viveu até aqui sem eles.
– Quaaaase se esquece de que viveu num país violento um dia e fica totalmente distraído no sinal vermelho. Sequer olha pra trás para ver se tem alguém te seguindo quando caminha na rua. Esquece a bolsa no carrinho de compras e vira as costas pra procurar algo na prateleira. Eu já esqueci a chave na porta de casa 3 vezes e, na última vez, alguém bateu na porta para avisar. Tudo isso não tem preço. Aliás, tem sim : passar por todo o sacrifício que é a imigração e viver longe daqueles que você ama.
– Se assusta quando olha algum site com preços em reais, depois de se acostumar com o fato de que quase tudo aqui é muito acessível. Inclusive já nem se preocupa mais quanto custa o dólar, a não ser que tenha investimento no Brasil.
– Sua tecla SAP já funciona com mais facilidade e às vezes você se pega falando algo sem nem pensar à respeito.
– Esquece palavras em português, abrasileirando o francês. “Feriado” vira “congé” e “senhora” vira “madame”.
– Já conhece de cor todas as musiquinhas da Météo Média e já tem sua rádio preferida. Até ri das piadinhas, quando consegue entender, o que se tornou bem frequente.
– A saudade aumenta a mais a cada dia e tem que usar e-mail, skype, telefone, orkut e o diabo a quatro para se manter próximo daqueles que gosta, mas mesmo assim ainda não é suficiente. Com o tempo, também percebe que algumas pessoas parecem se esquecer de que você existe e isso é bem triste.
– Se acostuma com o ritmo lento e burocrático dos quebecas e sabe que tem que marcar encontro (rendez-vous) pra tudo, inclusive para falar com a madame que administra o prédio.
– Acompanha as liquidações do mercado através dos encartes, porém, deixa de conjugar o verbo comprar com tanta frequência, como fez até os 3 primeiros meses.
– Vai deixando de atualizar o blog com tanta frequência, pois a preguiça bate total rs rs.

E aqui seguimos nós caminhando, porque é pra frente que se anda rs rs.





Balanço de 8 meses

4 03 2010

Sempre me perguntam o que eu estou achando de morar fora, se já me habituei, se estou feliz, etc. Decidi fazer um balanço da situação. Vamos lá.

O clima
O inverno que está acabando foi melhor do que eu esperava, mas leve em consideração de que o inverno tem sido atípico esse ano. Poderia sim ter sido pior.
De qualquer forma, já sei que temperaturas abaixo de -15° são extremamente desconfortáveis e que não dá pra vacilar com isso. Gastar um bom dinheiro com boas roupas de inverno é um investimento certo em bem-estar e que fazem a diferença na adaptação ao frio.
Em compensação, descobri que sou alérgica ao frio intenso. Tenho a sinusite alérgica toda vez que a temperatura cai dos -10°. Coisa que nunca vivi.
Vivendo e aprendendo.

Os esportes de inverno são bem divertidos, talvez tenha mais atividade para se fazer com a neve do que no verão e é bom saber que você não é obrigado a ficar hibernando em casa durante 3 meses. Pelo contrário, é super importante sair e se divertir.

Escurecer cedo é uma droga, mas é possível se acostumar. Quando menos se espera, o dia volta a se alongar novamente. Hoje, às 16h o sol continuará lá.

A língua
Com certeza é a maior barreira ao sucesso no exterior. Quanto mais você acha que sabe, mais você descobre que não sabe tudo e que tem uma situação ou outra que vai te deixar constrangido por não entender o que a pessoa está falando. Por isso, estudar o máximo que puder antes de se mudar é essencial para uma vida melhor.

A comida
Não vai ser por causa de comida que um brasileiro não vai se habituar aqui. A alimentação no Québec é bem variada e bem saudável. Fácil de adaptar os nossos costumes. Vai faltar uma coisa ou outra, mas faz parte.

O trabalho
Eu trabalho numa empresa muito pequena (deve ter 10 funcionários contando comigo) e isso fez a diferença para minha adaptação. Fui muito bem recebida e não posso reclamar de que as pessoas não se importam comigo, pois são todos muito simpáticos e atentos ao que se passa ao redor.

A saudade
É a segunda barreira a se considerar, na minha opinião. É muito difícil estar longe de tudo e de todos que nos é querido por tanto tempo. Dói mesmo. Tem que usar telefone, internet, skype, e-mail, orkut e o diabo a quatro pra se comunicar com a família e amigos e mesmo assim não é suficiente. Faz a maior falta não participar dos aniversários, dos happy hours(aqui se fala 5 à 7 em francês) e também de não estar presente nas horas difíceis.

As coisas boas da vida feminina
É um saco não poder ir ao salão fazer unha toda semana e ter de adiar o corte de cabelo por falta de dinheiro. É um saco ter que fazer comida praticamente todos os dias, porque não se pode gastar muito e nem ter self-service pra escolher o que quer comer.
É um saco ter de cuidar da casa e fazer faxina toda semana. É um saco não fazer sombracelha no salão (você vê cada peça bizarra na rua). É complicado (e um desafio) continuar sendo vaidosa e estar bonita tendo muitas atribuições no dia-a-dia. Não subestime mesmo o impacto que isso terá na sua vida rs rs rs.

E aí, valeu a pena?
Em termos de experiência de vida e de ter segurança na rua, sim. E por enquanto, é só, pois eu tinha uma vida boa no Brasil. Veremos se alguma coisa muda no balanço de um ano.

Você está feliz com a mudança?
Sim, tenho aprendido muitas coisas sobre mim mesma, sobre a cultura alheia e sobre aquilo que mais gosto e que me faz falta. Aliás, tirando o que não presta, estou feliz sim rs rs rs.

E é isso.