Novo Projeto – O Primeiro Post

26 04 2013

O “projeto Canadá” já é um projeto antigo. Há mais de 7 anos, quando decidi imigrar para o Canadá, resolvi criar junto com minha esposa o blog projetocanada.wordpress.com para compartilhar com nossa família e amigos nossas experiências aqui nas terras geladas do Norte, além é claro de conhecer e ajudar outros candidatos à imigração.

O blog cumpriu seu objetivo. Escrevemos durante todos esses anos mais de 156 posts, recebemos mais de 100.000 visualizações, mais de 500 comentários, fizemos alguns amigos e dividimos com milhares de pessoas nossas vitórias e angustias durante esse período.

Depois de tantos anos, as novidades naturalmente foram diminuindo, o tempo ficando cada vez mais escasso, o Facebook surgiu e facilitou o compartilhamentos de informações e fotos com nossos amigos e parentes e o blog foi ficando cada vez mais “abandonado”.

Apesar de tudo, a criação do site Projeto Canadá, não vai substituir o blog antigo, que vai continuar existindo, mas com o foco mais pessoal, enquanto que o site vai conter informações mais técnicas. Dessa forma, será mais fácil estruturar as informações sobre imigração e mantê-las atualizadas.

O site vai ser formado basicamente por artigos e por um novo blog (ligado ao site). A diferença é que os artigos vão conter informações atualizadas, como salários, estatísticas sobre imigração, clima, etc., enquanto que no blog vou postar informações e notícias do dia-a-dia.

Ainda vou fazer vários ajustes no layout do site e incluir ainda muita informação, mas ele está oficialmente lançado! Espero que gostem e que um dia ele alcance o mesmo sucesso do blog.

LogoProjetoCanada

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Dois anos depois

25 07 2011

Então, é isso mesmo, completamos 2 anos de imigração e estamos vivos para contar história. Quando olhamos pra trás, parece que foi ontem que saímos do Brasil, mas ao mesmo tempo existe uma sensação de que estamos aqui há muito mais.

A essa altura do campeonato, o francês sai bem mais fácil, mas ainda continua sendo um problema em nossas vidas. Jamais imaginaria que seria tão difícil. Claro que tudo depende do esforço de cada um, mas lhes digo que é bem complicado continuar estudando o idioma depois de um tempo. O “se-virômetro-nos-trinta” toma conta e você se faz compreender em todas as situações, entende todos os contextos, mas saber realmente e falar igual aos quebecas é bem complicado mesmo. Vamos seguindo.

O mais difícil mesmo é a saudade. Com anos fora, você já “não faz mais parte” da rotina das pessoas que estão no Brasil e confesso que isso é meio estranho. As crianças crescem, a vida muda… Enfim, difícil de lidar, mas a tecnologia facilita demais, tem que usar e abusar dela.

Somente nesse momento eu posso dizer que me sinto adaptada, embora ainda estranhe certos aspectos da cultura alheia. A rotina está consolidada, as estações bem definidas, as semanas não têm mais tantas novidades. É legal, sabe, ter mais controle sobre o que vem em seguida.

Como a vida aqui em Ville de Québec é muito tranquila e as pessoas são muito parecidas umas com as outras (nas característcas físicas), quando viajamos à outros lugares, achamos meio estranhas as diferenças, o que eu não tenho certeza de que seja bom. Acredito que falta Ville um pouco de diversividade, sei lá. É muito fácil reconhecer imigrante de longe nas ruas por causa disso. Bom, mas vejo muita gente nova chegando, pode ser que isso mude daqui uns anos…

Nesse meio tempo, vimos alguns casamentos e sonhos se desfazerem, infelizmente. Algumas pessoas voltaram pro Brasil, outras continuam tentando sozinhos. Não é brincadeira não. Um casal tem que ser muito unido e partilhar a vontade de morar mora, porque senão as dificuldades que se passam por aqui superam o amor e o romance voa pela janela… Faz parte.

Continuamos caminhando com poucas notícias no blog, mas firmes e fortes.
E que venha o próximo ano com seus desafios.

Quero agradecer pela audiência que ainda temos por aqui 😉





As primeiras férias no Brasil

7 09 2010

Finalmente tivemos nossas primeiras férias e viajamos para o Brasil reencontrar a família e os amigos. Como eu só tive 2 semanas de férias, a viagem teve de ser super rápida. (Parando para fazer um parênteses, as férias no Québec não funcionam como no Brasil. Não tem isso de 30 dias remunerados, nem salário antecipado e muito menos receber um terço de férias para aproveitar. Por isso, tudo tem que ser bem planejado.)

Ao chegar no Brasil, a cabeça ficou confusa. Para falar algo, eu pensava mil vezes antes de dizer a frase, tentando achar a língua correta para se falar em determinados momentos. Passados 2 dias, o cérebro entendeu que estava em casa e, sem dúvida nenhuma, a conclusão que cheguei é que a fluência na língua é o que me faz mais falta. Bom demais poder falar sem pensar demais, escutar e entender tudo 100%, independente do sotaque.

A princípio, achei Brasília extremamente suja e marrom. Claro, fomos justamente no mês da seca, mas aquela sujeira toda sempre esteve ali e eu nunca tinha percebido. Com o tempo, me acostumei com o fato como se nunca tivesse saído de lá.

Também notei que as pessoas foram menos gentis conosco nas lojas e supermercados que visitamos, sem falar no trânsito caótico que antes eu achava que era o mais tranquilo do país. Enfim, nossa perspectiva muda após um ano. O que realmente não muda é o amor que você tem pelas pessoas, o prazer em revê-las e estar com elas. Também não mudou o fato de que no Brasil se come muito bem rsrs

Em compensação, você nota que o custo de vida está alto demais, que a pobreza te incomoda mais ainda e que já não dá muito para ignorar as discrepâncias sociais que antes você estava acostumado a ver todos os dias.

É muito fácil se achar tentado pela vida que deixamos de ter quando deixamos o país, pela saudade das pessoas maravilhosas que sempre estiveram ali e que agora você não pode mais ver todos os dias. Tudo é festa, tudo é alegria e as dificuldades que se enfrenta numa imigração parece ser uma bobagem de ser vivida quando você pode fazer aquilo que sempre fez na vida sem nem perceber, mas a verdade é que os problemas e a insatisfação com certas situações continuam existindo. Aquilo que te fez sair do país continua existindo e isso é uma realidade triste, porém te dá forças para continuar levando a vida para alcançar seus objetivos.

Enfim, resumindo tudo, a viagem foi ótima, apesar de corrida, mas estou feliz em estar de volta à minha rotina. Enquanto isso, a saudade continua doendo ali no fundinho do coração, mas a gente vai levando…

Agora é correr e trabalhar para se pagar o rombo que as férias deixaram no bolso rsrsrs.





Enfim, um ano…

8 07 2010

Há exato 1 ano, nós chegávamos ao Québec empolgados e apavorados ao mesmo tempo. Tudo é novidade, tudo é festa quando se chega. Há muito o que se ver, há muito o que se conhecer; você começa a testar seu nível de fluência da língua. Alguns tem mais facilidade, outros menos, mas todo mundo enfrenta dificuldade no início. Pedir o primeiro combo no McDonalds é no mínimo engraçado e você vai evoluindo a cada pedido.

Olhando para trás, parece que estamos aqui há um século. Tudo é muito intenso, os sentimentos são os mais variados possíveis e a conclusão é quase sempre a mesma : é mais difícil do que esperávamos. A saudade da família e dos amigos, a dificuldade com a língua, as barreiras para arrumar emprego e para lidar com as finanças, as diferenças culturais e climáticas, o preconceito (a essa altura do campeonato você sabe que existe), tudo isso te afeta de uma forma única e é impossível saber como nos sentiremos sem passar por isso de verdade. Por isso que a grande questão “Vale a pena ou não imigrar?” possui respostas diferentes, já que cada um sabe onde seu calo dói, qual é o seu limite e qual é o seu objetivo de vida.

Nosso saldo após um ano é positivo. Aprendemos demais, abrimos nossa cabeça, priorizamos nossa vida. Choramos juntos às vezes por uma situação ou outra, mas continuamos sorrindo das descobertas que fazemos a cada semana. Temos uma situação até estável, temos conforto em casa, inclusive mais conforto do que tínhamos em Brasília, pois as coisas aqui são mais acessíveis.

Mas continuamos fazendo planos e lutando por nosso espaço… Nossa rotina é mais concreta e a vida está bem mais tranquila após um ano. Posso te dizer com toda a certeza de que os primeiros seis meses são os mais difíceis e completar um ano tem um gostinho de vitória por ter sobrevivido até aqui. Como eu já disse, não é fácil e eu não estou exagerando. A língua continua sendo a maior barreira, pois o francês é extramente complexo, mas tudo depende de esforço pessoal.

Um conselho? Mente aberta, tolêrancia, paciência, humildade e conjugação verbal afiada fazem a diferença.

Enfim, os desafios são grandes, as batalhas são árduas, mas continuamos na luta pela adaptação.
E que venha o próximo ano!





Balanço de 8 meses

4 03 2010

Sempre me perguntam o que eu estou achando de morar fora, se já me habituei, se estou feliz, etc. Decidi fazer um balanço da situação. Vamos lá.

O clima
O inverno que está acabando foi melhor do que eu esperava, mas leve em consideração de que o inverno tem sido atípico esse ano. Poderia sim ter sido pior.
De qualquer forma, já sei que temperaturas abaixo de -15° são extremamente desconfortáveis e que não dá pra vacilar com isso. Gastar um bom dinheiro com boas roupas de inverno é um investimento certo em bem-estar e que fazem a diferença na adaptação ao frio.
Em compensação, descobri que sou alérgica ao frio intenso. Tenho a sinusite alérgica toda vez que a temperatura cai dos -10°. Coisa que nunca vivi.
Vivendo e aprendendo.

Os esportes de inverno são bem divertidos, talvez tenha mais atividade para se fazer com a neve do que no verão e é bom saber que você não é obrigado a ficar hibernando em casa durante 3 meses. Pelo contrário, é super importante sair e se divertir.

Escurecer cedo é uma droga, mas é possível se acostumar. Quando menos se espera, o dia volta a se alongar novamente. Hoje, às 16h o sol continuará lá.

A língua
Com certeza é a maior barreira ao sucesso no exterior. Quanto mais você acha que sabe, mais você descobre que não sabe tudo e que tem uma situação ou outra que vai te deixar constrangido por não entender o que a pessoa está falando. Por isso, estudar o máximo que puder antes de se mudar é essencial para uma vida melhor.

A comida
Não vai ser por causa de comida que um brasileiro não vai se habituar aqui. A alimentação no Québec é bem variada e bem saudável. Fácil de adaptar os nossos costumes. Vai faltar uma coisa ou outra, mas faz parte.

O trabalho
Eu trabalho numa empresa muito pequena (deve ter 10 funcionários contando comigo) e isso fez a diferença para minha adaptação. Fui muito bem recebida e não posso reclamar de que as pessoas não se importam comigo, pois são todos muito simpáticos e atentos ao que se passa ao redor.

A saudade
É a segunda barreira a se considerar, na minha opinião. É muito difícil estar longe de tudo e de todos que nos é querido por tanto tempo. Dói mesmo. Tem que usar telefone, internet, skype, e-mail, orkut e o diabo a quatro pra se comunicar com a família e amigos e mesmo assim não é suficiente. Faz a maior falta não participar dos aniversários, dos happy hours(aqui se fala 5 à 7 em francês) e também de não estar presente nas horas difíceis.

As coisas boas da vida feminina
É um saco não poder ir ao salão fazer unha toda semana e ter de adiar o corte de cabelo por falta de dinheiro. É um saco ter que fazer comida praticamente todos os dias, porque não se pode gastar muito e nem ter self-service pra escolher o que quer comer.
É um saco ter de cuidar da casa e fazer faxina toda semana. É um saco não fazer sombracelha no salão (você vê cada peça bizarra na rua). É complicado (e um desafio) continuar sendo vaidosa e estar bonita tendo muitas atribuições no dia-a-dia. Não subestime mesmo o impacto que isso terá na sua vida rs rs rs.

E aí, valeu a pena?
Em termos de experiência de vida e de ter segurança na rua, sim. E por enquanto, é só, pois eu tinha uma vida boa no Brasil. Veremos se alguma coisa muda no balanço de um ano.

Você está feliz com a mudança?
Sim, tenho aprendido muitas coisas sobre mim mesma, sobre a cultura alheia e sobre aquilo que mais gosto e que me faz falta. Aliás, tirando o que não presta, estou feliz sim rs rs rs.

E é isso.





São muitas emoções… e estamos só no começo…

5 06 2009

Agora que chegamos na reta final da mudança e no início de fato da vida de imigrante, momento inclusive em que as datas das demissões são conhecidas, vai dando um frio enorme na barriga… Me pego pensando mil vezes se é isso mesmo que quero, se vale a pena ir tão longe da zona de conforto que sempre tive… Nossa, são muitos sentimentos conflitantes dentro da gente. Ao mesmo tempo em que há a certeza a decisão, há a insegurança e o medo de deixar tanta coisa pra trás. Olha, não é fácil.

Quando estava apenas estudando sobre a imigração, já ficava receosa com esse sentimento e agora que o vivo na pele, é realmente muito estranho. Vc fica sensível, nervoso, apreensivo, ansioso, feliz, triste, tudo ao mesmo tempo. É realmente um turbilhão de emoções. Quando me perguntam quando vão as coisas e a correria, apenas respondo que são muitas emoções. E são mesmo.

Acredito que a sensação seja normal e que todo imigrante passa pela mesma situação, pelo mesmo questionamento, mas a vontade de seguir em frente é maior e somente por isso é que prosseguimos.

Por mais que nos preparemos, viver tudo na prática não é fácil.

A contagem regressiva para a saída do Brasil está nos 29 dias e ainda há muita emoção pela frente rs.

E vamos que vamos.





Exames marcados para o dia 19

5 03 2009

Marcamos nossa consulta para realização dos exames médicos no dia 19/03. Agora nem temos pressa mais hehehehe

O mais engraçado é que, uma vez estando na reta final do processo, não tem como ignorar os sentimentos de “agora é pra valer”. Passamos os dias vendo detalhes sobre apartamentos, empregos e mudanças para o Canadá, difícil até focar no trabalho.

Comecei a ver também como faremos para enviar nossas duas gatas e a fotografar algumas coisas para vender. Aos poucos vamos tomando as primeiras providências para a mudança.

Novidades em breve.

R.