Bye bye Canada: Brasileiros voltam a sua terra natal (reportagem)

16 01 2013

Achei na internet uma reportagem bem legal que fala sobre os brasileiros que moram no Canadá e que estão retornando para o Brasil. O autor da reportagem,  Marcio Rollemberg, do site Oi Toronto, entrevista alguns desses brasileiros que voltaram e analisa os motivos que estão levando os brasileiros a  deixar o Canadá. O autor também apresenta estatísticas bem  interessantes sobre o assunto.

Fazendo um resumo da reportagem, segundo pesquisa realizada pela Universidade Ryerson, situada em Toronto, 40% das pessoas que imigraram para o Canadá deixaram o país nos primeiros 10 anos. Outro dado interessante, é que cerca de 1.825 imigrantes brasileiros retornaram do Canadá durante os anos 2005 e 2011, segundo o IBGE.

A estabilidade econômica do Brasil e a dificuldade financeira em outros países são os principais fatores apresentados como responsáveis por atrair de volta esses imigrantes, mas não são os únicos, é o que diz Tadeu Oliveira, gerente de estudos e pesquisas sociais do IBGE. Ele diz ainda que a “forma como o imigrante se identifica com o país e a sua adaptação a uma nova cultura também pode influenciar na sua volta”.

Pra quem quiser ler a reportagem na íntegra, basta acessar o link abaixo:

http://oitoronto.com.br/21034/bye-bye-canada-brasileiros-voltam-a-sua-terra-natal/

Vou deixar meus comentários sobre o assunto para um próximo post.

 Um grande abraço,

Lucas

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De volta ao país, brasileiros sofrem ‘síndrome do regresso’ (reportagem)

30 04 2012

Reportagem muito interessante da Folha de São Paulo (06/03/2012) que fala sobre a readaptação dos brasileiros que estão retornando para o Brasil, após as recentes crises nos Estados Unidos, Europa e Japão. Vale a pena conferir pra conhecer um pouco do outro lado do processo de imigração.

Eu me surpreendi com o resultado do estudo, pois achava que retornar para o nosso país fosse mais fácil que sair, mas segundo a coordenadora do projeto, a psicóloga Kyoko Nakagawa, “a adaptação em um país diferente acontece em seis meses, já a readaptação ao país de origem demora dois anos”.

Nao significa que para todo mundo vai ser assim. Temos que levar em conta, por exemplo, o tempo que a pessoa passou fora do país, onde a pessoa morou, faixa etária, etc. Como já sabemos, toda regra tem sua exceção.

Bom, quem quiser conferir na íntegra a reportagem e ver todas as 11 ilustrações, basta acessar aqui.

Ilustrações de Adams Carvalho para a Folha.com

Um grande abraço e até a próxima!

Lucas





E lá vamos nós para o nosso terceiro outono

18 10 2011

Olha, eu nunca achei que fosse sentir tanta falta de verde pelas ruas, então quando o outono dá as suas caras, já bate um sentimento de nostalgia… Não tenho problema algum com o inverno, enfrento numa boa, mas acho longo demais principalmente quando o assunto é “saco cheio” da paisagem cinza ou marrom (ou branca quando neva) que dura quase incríveis 6 meses. Assunto a se pensar bastante no quesito adaptação, ok?

Mas o outono é uma das estações mais belas do ano, embora chova muito nessa época. Pra quem gosta de tirar fotografias, é a melhor estação.
Também é a hora de tirar os casacos, luvas e cachecóis do armário para lavar (se não tiver feito isso no final da primavera). Como o clima é bem diferente a cada estação, tem-se um guarda-roupa para cada uma delas. Você até esquece que tem certas peças rsrs

Para quem mora em casas, é necessário catar as folhas para a coleta. Aliás, cada estação traz novidades para os proprietários de casas, coisas que não estamos muito acostumados a fazer no Brasil. No outono, catar folhas do jardim, preparar as plantas e arvorezinhas pro inverno, checar as calhas e telhado, etc. No inverno, tirar neve da calçada e da entrada. Moradores do apartamentos devem tirar neve das suas varandas regularmente também. Na primavera, preparar jardim, fazer a faxina do inverno. No verão, pintar as varandas e mais jardim hahaha. O povo aqui dá o maior valor nos seus jardins, cada um mais lindo que outro. Acredito que eles vivem pra jardinagem, a maior alegria deles é chegar o verão para cuidar das hortas. Acham estranho quando eu digo que não curto muito. rsrs

No mais, continuamos aqui caminhando e cantando e seguindo a canção rsrs





Em tempo: vídeos obrigatórios para imigrantes

29 09 2011

Estou completamente atrasada no quesito compartilhamento de informações (o blog do Well e Suzel está sempre na frente rsrs), mas nunca é tarde demais compartilhar para certas coisas.
As informações dos vídeos abaixo são extremamente úteis mesmo para pessoas que estão no Canadá há algum tempo.

Dê valor.

http://vimeo.com/17473916
http://vimeo.com/17474658
http://vimeo.com/17470195
http://vimeo.com/17469841





Dois anos depois

25 07 2011

Então, é isso mesmo, completamos 2 anos de imigração e estamos vivos para contar história. Quando olhamos pra trás, parece que foi ontem que saímos do Brasil, mas ao mesmo tempo existe uma sensação de que estamos aqui há muito mais.

A essa altura do campeonato, o francês sai bem mais fácil, mas ainda continua sendo um problema em nossas vidas. Jamais imaginaria que seria tão difícil. Claro que tudo depende do esforço de cada um, mas lhes digo que é bem complicado continuar estudando o idioma depois de um tempo. O “se-virômetro-nos-trinta” toma conta e você se faz compreender em todas as situações, entende todos os contextos, mas saber realmente e falar igual aos quebecas é bem complicado mesmo. Vamos seguindo.

O mais difícil mesmo é a saudade. Com anos fora, você já “não faz mais parte” da rotina das pessoas que estão no Brasil e confesso que isso é meio estranho. As crianças crescem, a vida muda… Enfim, difícil de lidar, mas a tecnologia facilita demais, tem que usar e abusar dela.

Somente nesse momento eu posso dizer que me sinto adaptada, embora ainda estranhe certos aspectos da cultura alheia. A rotina está consolidada, as estações bem definidas, as semanas não têm mais tantas novidades. É legal, sabe, ter mais controle sobre o que vem em seguida.

Como a vida aqui em Ville de Québec é muito tranquila e as pessoas são muito parecidas umas com as outras (nas característcas físicas), quando viajamos à outros lugares, achamos meio estranhas as diferenças, o que eu não tenho certeza de que seja bom. Acredito que falta Ville um pouco de diversividade, sei lá. É muito fácil reconhecer imigrante de longe nas ruas por causa disso. Bom, mas vejo muita gente nova chegando, pode ser que isso mude daqui uns anos…

Nesse meio tempo, vimos alguns casamentos e sonhos se desfazerem, infelizmente. Algumas pessoas voltaram pro Brasil, outras continuam tentando sozinhos. Não é brincadeira não. Um casal tem que ser muito unido e partilhar a vontade de morar mora, porque senão as dificuldades que se passam por aqui superam o amor e o romance voa pela janela… Faz parte.

Continuamos caminhando com poucas notícias no blog, mas firmes e fortes.
E que venha o próximo ano com seus desafios.

Quero agradecer pela audiência que ainda temos por aqui 😉





Mais uma vez, quem é vivo sempre aparece

13 04 2011

Então, após um longo inverno (literalmente), eis que aparecemos por aqui. É realmente complicado e trabalhoso manter um blog atualizado quando se é bem preguiçoso, mas a verdade é que, uma vez por essas bandas, a gente já não sabe mais o que escrever de interessante e acaba sem dar notícias hehehe

Bom, nesse meio tempo, Lucas terminou o curso dele (vide último post) e iniciou um processo muito desgastante de procura de emprego. Após terminar o curso é que ele pôde ter noção de que o “quadro que pintaram” sobre a área de 3D na cidade de Québec não é verdadeiro. É bem difícil arrumar emprego na área se vc não tem experiência na área ou conhecidos trabalhando na empresa. QI é muito importante nesse momento e, já que o curso não oferece um programa de estágio, fica bem complicado de criar uma rede de contatos. Somente os colegas que mudaram de cidade E tiveram uma indicação de alguém estão trabalhando na área. Uma pena…
Resultado: ele acabou atirando pra tudo quanto é lado e apelou para a experiência no domínio da administração mesmo.
Mês passado começou a trabalhar para a felicidade da minha nação rsrs.

Mas, olha, não é fácil… Vi como é frustrante o envio de toneladas de CVs e poucas respostas, a busca sem fim nos sites de emprego que duravam o dia inteiro, o dinheiro no limite do limite e coisas do tipo… Enfim, pra quem não trabalha na área de informática, às vezes certas coisas demoram a acontecer…

Com os dois trabalhando, começa uma fase mais tranquila da nossa vida. O ritmo muda e parece que tudo vai entrar nos eixos agora. Vida mais estável é tudo de bom.

No mais, é isso. Quero ver se apareço aqui com mais frequência 😉





Quem é vivo sempre aparece

26 11 2010

Depois de um tempo, é bem complicado achar assunto interessante para escrever no blog, já que as emoções estão mais rotineiras, mas sei que as pessoas sempre esperam notícias. Então, vamos lá.

Notei que o tempo passa mais rápido depois que fizemos um ano por essas bandas. As mudanças climáticas já não são esperadas com tanta ansiedade, pois sabemos muito bem o que vem com cada estação. As novidades estressam, acreditem rsrsrs
E como agora sabemos como funciona, é bem mais fácil aproveitar o melhor das estações.

Com a proximidade do inverno, as pessoas trabalham mais. Pelo menos no meu trabalho é assim. Todo mundo se esforça para correr com as coisas para poder aproveitar o verão. Nada mais justo, não é?
E como o inverno está batendo à nossa porta, os dias estão escurecendo bem mais cedo. Às 16 :30 já é noite e isso não deixa de provocar mudanças no nosso organismo mesmo deixando de ser novidade. A gente se sente mais cansado, quer ir dormir logo e demora um pouco para que tudo se encaixe. O outono é uma estação escura e cinzenta. A neve pelo menos traz luz ao dia, fica mais fácil de encarar.

Apesar de estarmos aqui há um ano e 4 meses, ainda tenho dificuldade para conseguir crédito nos bancos e lojas. Pedi um dia desses um cartão no Desjardins e foi negado. Frustrante. Um casal amigo um dia desses tentou comprar um carro praticamente à vista e tentou financiar apenas mil dólares e o banco rejeitou, dizendo que não havia garantias de que o empréstimo seria pago. No caso deles, eles ainda são estudantes… Mas mesmo assim, a sensação é frustrante.

Quando se fala de frustrações, é uma das coisas que mais se acumula numa imigração e não se pode subestimar o impacto disso na sua vida. Porém, cada um sabe onde seu calo dói e todas as experiências são muito pessoais. Com relação à isso, só podemos te dizer para não acreditar nas promessas de paraíso que o governo do Canadá vende. Venha preparado para enfrentar dificuldades e para dar com a cara na porta muitas vezes. Tenha o pé no chão, porque não há paraíso com vida fácil para ninguém… Pé no chão, minha gente, pé no chão…

No mais, vamos caminhando para mais um fim de ano.