Em primeiro lugar, queremos nos desculpar pelo sumiço, mas só quem já passou pela mesma situação sabe o quanto é difícil administrar os primeiros dias num lugar diferente. È muita correria, muito passeio pra lá e pra cá, burocracias pra resolver… Enfim, vamos às notícias (o post vai ser meio longo).
A viagem dos EUA para cá foi muito tranqüila. Tivemos que pagar excesso por uma mala adicional e ainda por excesso de peso em duas. Deveríamos ter pago excesso pelas quatro, mas eu chorei um bocado na companhia aérea, expliquei que estávamos de mudança e a moça aliviou um pouco nosso lado. O landing em Montréal foi meio estressante, porque é o primeiro contato com a imigração, mas não há nada assombroso não. As pessoas são pacientes com o francês, porém querem enfiar um inglês sempre que possível. Como o intervalo entre a chegada, imigração e voo pra Ville era um pouco curto, acabamos perdendo o voo e tivemos que pegar o próximo e este trecho final foi feito num teco-teco minúsculo, achamos muito engraçado aquilo. O aeroporto de Ville é bem pequeno. As bagagens chegaram ok com apenas mais um puxador estragado.
O primeiro impacto que vivemos de cara foi com o sotaque do pessoal. É extremamente carregado e é necessário bastante energia e atenção para entender e ser entendido. Nos primeiros contatos, sequer entendia uma palavra. Agora já consigo entender um pouco mais, mas não muito kkkk
Definitivamente, o idioma é uma barreira e hoje é possível ver bem claramente que quanto mais se estuda, mas é necessário estudar e vivenciar a língua hahahaha. Porque uma coisa é o francês da sala de aula, outra é se virar na rua e saber se comunicar. Não é fácil.
O apê temporário é bem bacana, bem confortável e exatamente igual ao visto nas fotos. Ponto pra eles. Hoje fizemos umas compras pra abastecer a casa e as primeiras visitas ao supermercado são empolgantes. Muitas coisas novas pra se provar. Sim, aqui tem arroz e feijão para todos aqueles que me perguntaram. Alguns produtos são muito enormes e estou achando os preços muito equivalentes aos de Brasília (sem conversão, lógico). As sacolas plásticas são pagas em muitos mercados, então já adquirimos nossas sacolinhas de pano. Já vi uns carrinhos de compra passeando pela rua, mas ainda não vi pra comprar.
Estamos aprendendo a andar de ônibus, o que não é muito fácil para os brasilienses, mas nos acostumamos rápido. Também estamos achando o transporte seguro, inclusive de madrugada. Difícil é subir e descer ladeiras no centro onde estamos… rs rs rs
A cidade é uma graça, mas é realmente cidade de interior. Praticamente tudo fecha às 17 horas. O shopping fica aberto até mais tarde às quintas e sextas e agora é época de liquidação de verão. Achei engraçado o fato das lojas colocarem do lado de fora as peças em promoção, assim você não precisa entrar pra ver o que há de bom.
Graças aos amigos Álvaro e Erisa, Pedro e Thaís, Adolfo e Flavielle, conseguimos tirar todos os nossos documentos em um dia e já temos um rendez-vous no MICC na segunda pela manhã. Também já conseguimos a muito custo comprar celulares, passamos dois dias tentando nos comunicar com a atendente para entender como funcionavam as coisas. Conseguimos comprar os celulares com nosso passaporte e cartão de crédito como documentação. Alguns dos nossos colegas tiveram mais dificuldade com esses documentos e tiveram que utilizar outros.
A conta no HSBC foi aberta direitinho e já temos cartão de crédito, o que não é fácil de se conseguir de cara por essas bandas. Difícil cair a ficha de que não somos ninguém por aqui kkkk.
Seguem agora algumas fotos:
O teco-teco

Nós na chegada

O apê

Perto do Vieux-Quebec

Abraços!